HOME   -   A PARÓQUIA   -   COORDENAÇÃO   -   JORNAL   -   MINISTÉRIOS   -   CONTATO
    COMUNIDADES   -   CASAMENTO   -   S.M.P.   -   PASTORAIS   -   FOTOS   -   NOTÍCIAS
  A PARÓQUIA | Conheça a nossa história
     
 

    Paróquia: Comunidade Evangelizadora. Ide e Anunciai!


O que é Paróquia?
Nos primeiros séculos da Igreja, não existiam as paróquias; existiam apenas os bispos ou dioceses administradas pessoalmente por eles, legítimos sucessores dos apóstolos.

Assim, podemos dizer que cada diocese constituía uma paróquia, cuja matriz era a catedral, única igreja a possuir pia batismal. Os bispos, nas suas catedrais, eram auxiliados pelos padres para o serviço das celebrações e a administração dos sacramentos.

Com o crescimento do numero de fiéis nas grandes cidades e nas aldeias. Surgiu, então, a necessidade de construir Igrejas para atender esses fiéis, que, pela distância geográfica, nem sempre podiam freqüentar a matriz onde se encontrava o bispo nos grandes centros urbanos.

Para as igrejas distantes, os bispos enviavam padres, por turno, para fazerem o serviço ministerial, regressando depois à sede do bispo. Com o passar do tempo, o bispo confiou a um padre a administração de cada igreja, marcando-lhe um território para o exercício de seu ministério. Esse território é o que chamamos “paróquia”.

Comparando os tempos, percebemos que a paróquia nasce de uma necessidade pastoral, pois, com o crescimento do número de católicos e a dificuldade deles de chegarem á cidade, o bispo local já não tinha condições de atender a todos os seus fiéis, ainda que tivesse consigo os padres com os quais formava o presbitério.

Criaram-se então Igrejas titulares (Matriz) em regiões diversas da cidade e também no interior. Optou-se por multiplicar as paróquias em vez de multiplicar as dioceses. Assim foi criada a figura do pároco, aquele que representa o bispo em determinada região.


A paróquia no Brasil, sempre foi na cidade, ou seja, sua sede sempre esteve ali onde se encontrava a matriz, em redor da qual o povo se congregava. Na periferia e na zona rural existiam as capelas, onde a celebração dos sacramentos se realizava em períodos determinados. Já são muitas as dioceses que transformaram essas capelas em verdadeiras comunidades, numa mentalidade nova de compreensão da paróquia.

Numa visão geral da realidade, os dois termos às vezes se confundem: o pároco é a paróquia e a paróquia é o pároco. Falando de outra forma: tal pároco, tal paróquia. Toda a organização parece refletir a mentalidade e o jeito de ser do pároco: seu jeito de entender a igreja, suas devoções, seus costumes e gostos, suas crenças, seu Deus...

Quando isso se verifica, a Igreja perde a unidade, o que constitui campo propício para uma religiosidade fundamentalista. A liderança do pároco coloca a paróquia em torno de si, cria enraizamento e o apego aos feitos dele.

A Paróquia e às vezes a cidade é a projeção do próprio ego do pároco. Nessa estrutura não há espaço para o novo nem para o dialogo. É importante saber que pároco e paróquia têm identidades diferentes, mas um depende do outro.

Fala-se de co-responsabilidade. A paróquia que progride mesmo com a ausência do pároco é um sinal duma verdadeira comunidade organizada, Igreja-família de Deus. Tudo isso deve ser em perfeita comunhão com seu pastor legítimo, o pároco, representante do bispo no meio do povo de Deus.

Pároco e paróquia têm identidade diferente, embora um precise do outro. A satisfação do pároco deveria ser a independência da paróquia, ou seja, uma paróquia que progredisse mesmo com a ausência dele. E a alegria da paróquia seria ver no pároco uma pessoa livre, sustentando relações saudáveis e despertadoras da esperança de vida.

Leitura Bíblica: “Quem quiser ser o mais importante, sirva os outros e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de vocês: Vamos ler o que nos diz Mateus 20, 25-58”.