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03/06 Notícias da Igreja Cem dias de guerra para dizer “não” a todas as guerras
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A invasão russa da Ucrânia completou 100 dias e não para: dias de morte e destruição, enquanto aumentam os temores de um alargamento do conflito. Com grande facilidade agora se fala de uma possível guerra nuclear. Mas os povos precisam de gestos corajosos de paz.
Sergio Centofanti

Já se passaram 100 dias desde o início desta guerra absurda: e não se vê o fim. Pelo contrário, aumentam as preocupações de um alargamento do conflito e uma guerra nuclear não pode ser excluída. Fala-se disso cada vez mais. Na TV, afirma-se que levaria apenas alguns segundos para destruir grandes cidades e estamos nos acostumando com essa linguagem. Seria o suicídio da humanidade.

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A história ensina que quando se começa uma pequena guerra não se imagina o quão grande ela possa se tornar. Vê-se isso depois. Quando um líder decide começar uma guerra, contempla suas possíveis vitórias: mas a história nos mostra o fim não glorioso de muitos desses líderes. A história nos ensina que muitas vezes não se aprende com a história e erros se repetem, erros que são letais para quem os comete e, infelizmente, dramáticos para os milhões de pessoas que os sofrem.

Enquanto isso, a invasão russa desejada por Putin está causando morte e destruição na Ucrânia: o Ocidente tem suas responsabilidades na escalada da tensão na área, mas o ataque russo não tem nenhuma justificativa. Morrem crianças, morrem civis, são destruídos edifícios residenciais, hospitais, casas, escolas e igrejas. As famílias são divididas, os refugiados e os deslocados são milhões. Tantas vidas são abaladas e destruídas na Ucrânia. Um país destruído é um crime contra a humanidade. Na Rússia, também se chora pelos muitos jovens enviados para morrer não se sabe por quê. No mundo, foi atingida uma economia que estava apenas começando a se recuperar dos golpes da pandemia. Agora há também a guerra do gás, a guerra do petróleo, a guerra do trigo, e para os pobres há mais pobreza e mais fome. Sem mencionar o ódio que aumenta, os sentimentos de raiva, violência e vingança que aumentam e preparam mais violência, mais rancores e mais lutos.

A guerra é uma loucura, disse o Papa Francisco várias vezes. É uma aventura sem volta, disse João Paulo II. É preciso uma palavra de paz, uma profecia que saiba dizer com força um “basta” a esta guerra e a todas as guerras esquecidas no mundo: Síria, Iêmen, Etiópia, Somália, Mianmar… muita devastação. Precisamos encontrar coragem para nos rebelarmos contra as guerras comandadas por alguns poderosos que mandam outros para morrer. Quantas outras mortes serão necessárias para poder dizer “basta”? Quando os povos acordarão para dizer que querem viver em paz?

Vatican News
Imagem capa: Pixabay

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