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18/02 Notícias da Igreja O Papa aos artistas: a beleza une Deus, o homem e a criação numa única sinfonia
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Encontrando uma associação que reúne vários artistas, incluindo músicos, poetas e escultores, Francisco exorta a tomar a “via pulchritudinis”: a beleza é capaz de criar comunhão.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (17/02), na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de cem membros da Diaconie de la Beauté (Diaconia da Beleza), por ocasião de seu 10° aniversário de fundação.

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A Diaconia da Beleza é uma associação francesa cujo objetivo é servir os artistas e a Igreja. Dar sentido à arte em todas as suas formas, que ao longo dos séculos tem produzido maravilhas arquitetônicas, pictóricas, orquestrais e estatuárias. E acima de tudo, transmitir o desejo de Beleza!

“As Sagradas Escrituras nos falam muito sobre a beleza do universo e tudo que ele contém, e nos leva, por analogia, à beleza do Criador. Elas também nos lembram que cada um de nós é chamado por natureza a ser artesão e guardião dessa beleza. De certa forma, o trabalho artístico complementa a beleza da criação e, quando inspirado pela fé, revela mais claramente às pessoas o amor divino que está na sua origem”, disse o Papa em seu discurso.

A beleza é capaz de criar comunhão

A seguir, o Papa agradeceu aos membros da Diaconia da Beleza “pelo trabalho realizado nestes dez anos, pelo amor e a paixão com que colocaram à disposição de seus irmãos e irmãs os talentos que receberam de Deus, expressando nas linguagens da arte mensagens preciosas para a fé e a evangelização”.

“A beleza é capaz de criar comunhão, porque une Deus, o homem e a criação numa única sinfonia; porque une o passado, o presente e o futuro; porque atrai diferentes povos e nações distantes ao mesmo lugar e os envolve no mesmo olhar”, disse ainda Francisco, acrescentando:

Uma característica especial do artista é que ele não está limitado pelo tempo, porque sua arte fala para todas as idades. O artista também não está limitado pelo espaço, porque a beleza pode tocar em cada um o que há de universal – especialmente a sede de Deus – atravessando as fronteiras das línguas e culturas. Se é autêntico, o artista é capaz de falar de Deus melhor do que ninguém, de fazer as pessoas perceberem sua beleza e bondade, de “alcançar o coração humano e fazer brilhar nele a verdade e a bondade do Senhor Ressuscitado”.

A beleza é fonte de alegria

Francisco convidou a reler a “Carta aos Artistas” de São João Paulo II: “Para transmitir a mensagem que foi confiada por Cristo à Igreja: a Igreja precisa de arte”, lê-se neste documento. “Ela deve tornar perceptível, na medida do possível, fascinante o mundo do espírito, do invisível, de Deus”. Deve transferir para fórmulas significativas o que em si mesmo é inefável. A arte tem sua própria capacidade de captar um ou outro aspecto da mensagem, traduzindo-a em cores, formas e sons que seguem a intuição de quem olha ou escuta”.

Exorto-os, portanto, a cultivar sua arte, que fala aos homens e mulheres de nosso tempo, preocupados sempre que haja alguma compreensão da parte deles, pois uma arte incompreensível e hermética não cumpre o seu propósito. Tentem tocar o que há de melhor neles. A Igreja conta hoje com vocês para ajudar nossos irmãos e irmãs a terem um coração sensível e compassivo, um olhar de amor renovado sobre o mundo e sobre os outros.

A beleza é sempre “uma fonte de alegria, colocando-nos em contato com a bondade divina. Se há beleza é porque Deus é bom e Ele nos doa a beleza, e ela nos dá alegria, nos tranquiliza, nos faz bem. O contato com a beleza nos eleva, sempre, a beleza nos faz ir além”. “Eu os encorajo mais uma vez”, concluiu o Papa, “a continuarem seu serviço com amor e competência, porque o mundo precisa de beleza, mais do que nunca”.

Mariangela Jaguraba – Vatican News
Imagem capa: Vatican Media

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