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07/02 Notícias da Igreja O Papa, Mutilação Genital: uma prática que humilha a dignidade da mulher
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Neste Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina, o Pontífice recordou que esta prática, difundida em várias regiões do mundo, compromete gravemente a integridade física das mulheres.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou que neste domingo (06/02), se celebra o Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina.

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São cerca de três milhões de meninas que, todos os anos, se submetem a esta cirurgia, muitas vezes em condições muito perigosas para a sua saúde. Essa prática, infelizmente difundida em várias regiões do mundo, humilha a dignidade da mulher e atenta gravemente a sua integridade física.

Uma prática a ser abolida

Uma violação extrema dos direitos e da integridade das mulheres e meninas. Na maioria dos países do mundo, a mutilação genital feminina é considerada uma prática a ser abolida, fruto de costumes culturais baseados na retirada total ou parcial dos órgãos genitais externos, com consequências graves para a saúde da mulher, que em alguns casos leva à morte. Uma vez feito o corte, as meninas serão consideradas prontas para se tornarem esposas e isso muitas vezes leva a um casamento precoce com o consequente abandono dos estudos.

Estima-se que cerca de 68 milhões de meninas em todo o mundo ainda correm o risco de serem submetidas a essa prática antes de 2030.

A mutilação genital feminina está difundida principalmente em 31 países da África e do Oriente Médio, 15 dos quais enfrentam conflitos, pobreza crescente e desigualdades, mas é correto definir essa prática como universal porque é comum em alguns países da América Latina e da Ásia. Além disso, a Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia não estão excluídas, pois as famílias imigrantes continuam respeitando esta tradição. Pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje sofreram mutilação genital feminina.

Em alguns países, a mutilação genital feminina é uma prática sofrida por cerca de 90% das meninas, especialmente em Djibuti, Guiné, Mali e Somália. Um fator alarmante diz respeito à idade das meninas, cada vez menor: no Quênia, a idade média em que se submete a prática caiu de 12 para 9 anos nas últimas três décadas.

Mariangela Jaguraba – Vatican News
Imagem capa: Vatican Media

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