Olhando a internet, deparei-me com estes seis enunciados, que foram postados como “as seis grandes verdades”. Achei por bem compartilhá-las com vocês, na tentativa de, pelo menos, lembrar a todos que na vida sempre há limites, há regras que não devem ser ultrapassadas.
A liberdade supõe regras. A pessoa realmente livre obedece a regras claras e bem definidas. Isto regula a convivência com as outras pessoas e com a natureza. Mesmo estando sozinha, a pessoa realmente livre obedece a regras. As regras deixam tudo organizado, oferece clareza de pensamento, clareza de conduta, clareza de objetivo etc. A libertinagem é que não se submete a regras e, por isto, está sempre envolta pelo caos.
O primeiro destes seis pontos é: “chore no quarto e sorria na sala. Quem não pode resolver seus problemas, não pode saber deles”. Aqui fica claro que é vital preservar a individualidade; não expor, por completo, a sua vida. Quem expõe a sua vida desta forma, baixa a guarda e permite que outras pessoas invadam. Isto revela suas fragilidades, suas limitações, suas dores, suas dificuldades; rebaixa você diante das outras pessoas. Fará com que as outras pessoas não respeitem você e abrirá oportunidades para que firam gravemente você.
O segundo ponto é este: “quando estiver sozinho, cuide de seus pensamentos e quando estiver entre os amigos, cuide de sua língua”. Quando sozinhos, somos tentados a minimizar as dificuldades e superestimar nossas capacidades; além do que, em nosso pensamento, tudo contribui para que alcancemos o que desejamos. A realidade não é assim, nem de longe. As dificuldades não são minimizadas, pelo contrário, algumas pessoas se esforçarão para torná-las mais difíceis ainda. A realidade coloca nossas capacidades em seu tamanho real e mostra, muitas vezes, que elas não são suficientes para vencer as dificuldades. Por fim, a realidade joga em nossa cara que o mundo não conspira para a nossa vitória, ao contrário, nossas vitórias precisam ser conquistadas, construídas passo-a-passo. Não cair na mentira de nossos pensamentos de que as coisas vão se resolver com menor esforço de nossa parte é a melhor maneira de não sucumbir em nossos projetos. Por isto, entre amigos e entre outras pessoas, cuidar de nossa língua para não revelar nossos objetivos e como vamos fazer para alcançá-los é a melhor estratégia.
O terceiro destes seis pontos é: “nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada. E no meio, brigamos por algo que não trouxemos e não levaremos”. Este ponto nos ensina a não nos apegarmos demais às coisas e às pessoas deste mundo, pois tudo é passageiro. É passageiro porque nós somos passageiros. Então, gastar obsessivamente a vida brigando por aquilo que não trouxemos e não levaremos é insano. Mas, isto não significa que devemos relativizar tudo, não nos implicarmos com nada; mas, maduramente saber o quanto devemos nos implicar, nos importar.
O quarto ponto é este: “tratar bem as pessoas é melhor do que contar versículos da Bíblia que você não pratica”. Não adianta usar textos sagrados para ganhar uma discussão ou ostentar uma postura moral se, no dia a dia, o tratamento com o próximo é áspero ou desrespeitoso. Usar religião ou filosofia apenas como ferramenta de ataque, em brigas, esvazia o sentido original desses ensinamentos, que geralmente pregam o amor e a paciência. A aspereza e o desrespeito são conceitos subjetivos. O que é aspereza e desrespeito para uns, não o é para outros. Geralmente as pessoas levam para o sentimento: ‘senti que a pessoa foi áspera ou foi desrespeitosa comigo’.
O quinto destes seis pontos é: “o casal é conhecido no divórcio, os irmãos na herança, os filhos na velhice e os amigos na dificuldade”. É no embate que as pessoas se revelam como realmente são. É no mar revolto que o marinheiro revela de que cepa ele é e não no mar tranquilo e calmo. As relações amorosas revelam no embate a estirpe deste amor.
O sexto e último destes pontos é: “trabalhe para ganhar dinheiro, mas sempre separe um tempo para cuidar daquilo que o dinheiro não pode comprar”. A vida não é só trabalho, a vida não é só ganhar dinheiro. Quem faz do trabalho e/ou do dinheiro o sentido de sua vida, perde a vida. Aquilo que o dinheiro não compra é essencial para a felicidade e realização na vida.
De forma análoga, estas seis grandes verdades estão dentro do espírito dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aproveite!
Pe. Aloísio Vieira