13 de junho de 2020

Hoje a Igreja faz memória do santo que teve o processo de canonização mais rápido da história, apenas 352 dias após seu falecimento, celebramos Santo Antônio de Pádua, o “doutor da igreja universal”.

Natural de Lisboa (Portugal) Antônio nasceu em 1195. Desejoso de viver o ideal evangélico, ingressou no Convento dos Agostinianos, onde obteve uma excelente formação humana e intelectual e foi ordenado em 1220. No mesmo ano, atraído pela Ordem Franciscana, desligou-se dos agostinianos e vestiu o hábito de São Francisco de Assis.

Na esteira do “Santo de Assis”, Antônio cresceu na humildade, no despojamento e na contemplação. Descoberta sua habilidade para pregação, foi enviado para muitas missões, desempenhou papel de pregador geral da Ordem, sendo sempre fecundo e eficiente. Por sua eloquência e argumentação na defesa da fé e da doutrina católica, recebeu o título de “martelo dos hereges”, e seus sermões se encontram entre as mais notáveis obras religiosas da Idade Média.

Apesar de Santo Antônio ser popularmente conhecido como o “santo casamenteiro”, seu testemunho de vida vai muito além do que só resolver dificuldades amorosas. Além da notoriedade de pregador, Santo Antônio também é reconhecido por possuir características extraordinárias como o dom da bilocação (poder estar em dois lugares ao mesmo tempo), e por ser instrumento de inúmeros milagres antes mesmo de falecer e ser canonizado. Dentre eles, conta-se ressurreições, curas, restituições de membros, e diversos outros prodígios.

Aos 36 anos de idade, em 1231, Santo Antônio parte para a Jerusalém Celeste, após dizer “Eu vejo o Senhor”. Anos depois, para transferirem o corpo para uma nova Basílica em sua honra, grande foi a surpresa dos presentes ao encontrarem sua língua incorrupta, intacta. Seu corpo, foi exumado ainda duas outras vezes, e em 1981, por ordem do Papa São João Paulo II, descobriram-se também incorruptas as suas cordas vocais.

Neste dia, peçamos com confiança: Santo Antônio, rogai por nós!

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