Setembro: mês da Bíblia

1 de setembro de 2020

Querido Irmão e Querida Irmã, Setembro leva-nos a viver o Mês da Bíblia, os quatro anos de minha chegada a Paróquia, os 24 anos da minha Ordenação Sacerdotal, o Grito dos Excluídos e a chegada da primavera.

Em nossa caminhada de Igreja Paroquial, neste tempo de pandemia do COVID-19, vamos dar mais um passo com relação a Flexibilização:

• Missas: Acontecerão em todas as Comunidades da Paróquia, com uma escala que será executada neste tempo de pandemia e de público reduzido. Sabendo que ainda não haverá a Celebração da Palavra com os Ministros, mas as Missas serão celebradas. Faz-se necessário ligar para a Secretaria da Paróquia, para agendar a sua presença no horário da Missa em nossas comunidades.

• Sagrada Comunhão para os Doentes, Idosos e pessoas do Grupo de Risco: vamos seguir o que é orientado no Decreto do Bispo Diocesano, a saber: “Para o atendimento das necessidades espirituais das pessoas doentes e do grupo de risco, o pároco ou administrador paroquial poderá nomear, para atender a essas pessoas específicas, um membro da família, que seja pessoa considerada idônea e de fé comprovada. Deverão ser observados todos os cuidados quanto ao zelo e respeito com a Sagrada Eucaristia. A distribuição do Corpo de Cristo se dará em uma celebração, com um rito breve”

• Batizados: serão realizados aos domingos (13 e 20) nas Comunidades N. S. Aparecida e Atos dos Apóstolos, contando com cinco crianças por celebração.

No dia 30 de setembro, a Igreja celebra a memória de São Jerônimo, um grande biblista que a pedido do papa Dâmaso (366-384) preparou a tradução da Bíblia em Latim, a partir do Hebraico e do Grego, a chamada Vulgata. O santo foi o responsável por ter tornado referência o mês de setembro para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus, para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

Seria muito bom que, em Família, você participasse do momento de oração, tendo como base o material do “Caminhando com os Grupos de Reflexão”, no qual vamos aprofundar no tema do Mês da Bíblia. O livro escolhido para estudo no Mês da Bíblia em 2020 é o Deuteronômio, com o lema: “Abre tua mão para teu irmão” (Dt 15,11). É um livro rico em reflexões morais e éticas, com leis para regular as relações com Deus e o próximo. É um livro que muito ajuda as pessoas a compreenderem o processo de revelação de Deus: de um Deus severo (tempos mais antigos) para um Deus misericordioso (tempos mais tardios). Destaca-se no Deuteronômio a preocupação em promover a justiça, a solidariedade com os pobres, o órfão, a viúva, o estrangeiro. São leis humanitárias encontradas também no Código da Aliança (Ex 20-23). A palavra grega deuteronômio significa segunda Lei. Trata-se de uma reapresentação e adaptação da Lei em vista da vida de Israel na Terra Prometida. Este livro nasceu muito tempo depois da situação histórica que nele encontramos (discurso de Moisés antes da entrada na Terra), e passou por um longo período de formação. Para o autor, porém, o povo de Deus está sempre na posição de quem deve se converter a Deus e viver em aliança com ele, para ter a vida (Terra = Vida).

A ideia central de todo o livro é que Israel viverá feliz e próspero na Terra se for fiel à aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a Terra. O livro do Deuteronômio é, sobretudo, um modelo de ação pastoral e social.
O Mês da Bíblia, deste ano, faz-nos olhar para a realidade eclesial e social e está em sintonia com vários eventos e situações que vivemos.

Finalmente, a primavera é uma estação que vem para trazer a alegria das flores, talvez, ofuscada pelo corre e corre de nossas vidas. Termino com um trecho do poema de Cecília Meireles: “A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega… Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação”.

Peço suas orações, fraternalmente,

Pe. Hideraldo Veríssimo Vieira
Pároco

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