Sexta-feira Santa

10 de abril de 2020

A Sexta-feira Santa é também chamada a Sexta-feira da Paixão do Senhor. Neste dia, marcado pela oração, pelo silêncio, jejum e abstinência de carne, a Igreja nos convida a meditação da Paixão e Morte de Jesus, que tem seu ponto alto na Ação Litúrgica na Morte do Senhor celebrada às 15 horas, horário em que Jesus foi morto. Esta cerimônia possui três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão Eucarística.

Entretanto, para que sejamos capazes de contemplar com profundidade o mistério da Paixão do Senhor, é indispensável que desaceleremos neste dia, que nos desliguemos daquilo que é distração para nós, para focar nosso olhar em Cristo Crucificado. De forma prática, coloque perto de ti uma cruz, olhe para Jesus demoradamente, pense nas dores que passou no Calvário, mas também em todo o trajeto, nas ofensas que Ele ouviu, nos golpes que sofreu, nas angústias pelo abandono dos amigos que O deixaram… deseje não ser mais um, fique com Ele.

De forma individual, medite a paixão de Jesus. Contemple o amor de Deus por você. Sendo Deus, Ele se submeteu a morrer como um escravo por amor a ti. É o seu preço, você vale um Deus crucificado! Muito mais que declarar Seu amor por meio de flores, bilhetes ou atos de serviço, Cristo provou Seu amor derramando Seu sangue por você no calvário, e em cada dor, Ele perseverou nas agonias porque era por amor a alguém: a você.

Jesus revelou ao autor do livro Imitação de Cristo que “muitos são amigos da minha mesa, mas poucos são amigos da minha cruz”. Aproveitemos esse dia, para nos tornar mais “amigos da cruz”. Precisamos amar a Jesus de maneira integral, não somente os momentos gloriosos ou portentosos, mas também os dolorosos: “A identidade do cristão-testemunha é corroborada pela presença indelével e qualificante da Cruz”, garantiu São João Paulo II.

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