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13/05 Notícias da Igreja Budistas e cristãos em diálogo para oferecer respostas aos desafios do nosso tempo
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O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem aos budistas por ocasião da festa do Vesak, destacando o compromisso comum de promover “ações concretas pela paz, justiça e dignidade para todos”.

“Budistas e cristãos em diálogo de libertação para o nosso tempo” é o título da mensagem enviada, nesta segunda-feira (12/05), pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso aos budistas do mundo inteiro por ocasião da festa budista do Vesak, que comemora o nascimento, a iluminação e a morte de Buda, e que tem um profundo significado espiritual para os budistas.

“Este ano, nossos votos de felicitações são ainda mais enriquecidos pelo espírito do Jubileu, que para nós, católicos, é um tempo de graça, reconciliação e renovação espiritual”, ressalta o texto.

Compromisso com os seguidores de outras tradições religiosas
A mensagem recorda a Nostra Aetate, a inovadora Declaração do Concílio Vaticano II sobre a relação da Igreja com as Religiões Não Cristãs, cujo sexagésimo aniversário celebramos este ano.

“Desde a sua promulgação, em 1965, a Nostra Aetate tornou mais profundo o nosso compromisso com os seguidores de outras tradições religiosas. Inspirados pela sua visão, afirmamos mais uma vez que «a Igreja católica nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia, refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens»”, ressalta o texto.

Poder transformador da sabedoria e da compaixão
O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso ressalta que «no budismo, segundo as suas várias formas, reconhece-se a radical insuficiência deste mundo mutável, e propõe-se o caminho pelo qual os homens, com espírito devoto e confiante, possam alcançar o estado de libertação perfeita ou atingir, pelos próprios esforços ou ajudados do alto a suprema iluminação».

Segundo a mensagem, “o caminho budista para a libertação envolve a superação da ignorância, do desejo e do sofrimento por meio da intuição, da conduta ética e da disciplina mental. A viagem para o Nirvana, a libertação definitiva do ciclo de nascimento, morte e renascimento, destaca o poder transformador da sabedoria e da compaixão”.

Necessidade urgente de um diálogo libertador
Segundo o texto, “esse desejo pela verdadeira libertação ressoa profundamente em nossa busca compartilhada pela verdade e pela plenitude da vida, e se alinha aos ensinamentos de nossas respectivas tradições”. “Em nosso tempo, marcado pela divisão, pelo conflito e pelo sofrimento, reconhecemos a necessidade urgente de um diálogo libertador, que não se limite a palavras, mas seja capaz de traduzi-las em ações concretas pela paz, pela justiça e pela dignidade de todos”, recorda a mensagem do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

O organismo vaticano recorda que “assim como na época da Nostra Aetate, nosso mundo atual é assolado pela injustiça, pelo conflito e pela incerteza quanto ao futuro. No entanto, permanecemos convencidos da profunda capacidade das religiões de oferecer respostas significativas aos «enigmas da condição humana». O diálogo que se estabelece entre nós serve para comunicar os tesouros de nossas tradições religiosas e para nos inspirar em sua sabedoria a fim de enfrentar os desafios prementes de nosso tempo”.

Abraçar a cultura do diálogo como o caminho a seguir
“O anseio pela fraternidade e pelo diálogo autêntico, tão eloquentemente expresso na Nostra Aetate, nos impele a lutar pela unidade e pelo amor entre todos os povos e nações, convidando-nos a construir em nossos pontos em comum, a valorizar nossas diferenças e a extrair enriquecimento recíproco de nossas diversas tradições”, ressalta o texto.

Recordando o Documento sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência Comum, de Abu Dhabi, a mensagem do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso convida “a abraçar a cultura do diálogo como o caminho a seguir, com a cooperação recíproca como código de conduta e a compreensão mútua como método e critério”. Por fim, espera-se que, por meio do diálogo, “nossas respectivas tradições possam oferecer respostas dignas aos desafios do nosso tempo”.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

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