Formação para Animadora, Leitores e Proclamadores da Palavra – Daniel Reis

25 de março de 2019

A SACRAMENTALIDADE DA PALAVRA DE DEUS

  • Dei Verbum 2: Aprouve a Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade, mediante o que os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Espírito Santo no Pai e se tornam participantes da natureza
  • Em virtude desta revelação, Deus invisível, no seu imenso amor, fala aos homens como a amigos e conversa com eles para os convidar e admitir a participarem da sua comunhão.
  • Porém, a verdade profunda contida nesta revelação, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se a nós na pessoa de Jesus Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda revelação.
  • Dei Verbum 4: Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus ultimamente, nestes nossos dias, através de seu Filho (…) Jesus Cristo, portanto, Verbo feito carne, enviado “como homem para os homens”, fala as Palavras de Deus e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou (…) Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não é possível esperar nenhuma outra revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Verbum Domini 52: Considerando a Igreja como “casa da Palavra”, deve-se antes de tudo dar atenção à Liturgia Esta constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus nos fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde.
  • Hebreus 4,12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”
  • SACROSANCTUM CONCILIUM 7 (SC): Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – «O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» (20) -quer e sobretudo sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza (21). Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt. 18,20).
  • Dei Verbum 4: Por isso, Ele, com a presença e a manifestação de toda a sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres e, sobretudo, com a morte e ressurreição, enfim, com o envio do Espírito da verdade, completa a revelação e confirma-a com o testemunho divino, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida
  • Ordenamento das Leituras da Missa 4: “Assim, a Palavra de Deus, proposta continuamente na Liturgia, é sempre ‘viva e eficaz’ pelo poder do Espírito Santo, e manifesta o amor ativo do Pai, que nunca deixa de ser eficaz entre os ”
  • Verbum Domini 56: A Palavra de Deus torna-se perceptível à fé através do “sinal” de palavras e gestos (…) A Proclamação da Palavra de Deus na celebração comporta reconhecer que é o próprio Cristo que Se faz presente e Se dirige a nós para ser acolhido.
  • Ordenamento de Leituras da Missa (OLM) 46: Para que possam celebrar vivamente o memorial do Senhor, lembrem-se os fiéis de que a presença de Cristo é uma só, tanto na Palavra de Deus, “pois quando se lê na Igreja a Sagrada Escritura, é Ele quem fala”, como “especialmente sob as espécies eucarísticas”.
  • Dei Verbum 21: A Igreja teve sempre em grande veneração as divinas Escrituras, como fez com o próprio corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na Sagrada Liturgia, de se alimentar do pão da vida à mesa, quer da Palavra de Deus, quer do corpo de Cristo, e de o distribuir aos fiéis.
  • OLM 10: “Deve-se ter sempre presente que a Palavra de Deus, lida e proclamada na liturgia pela Igreja, conduz, como se de alguma forma se tratasse da sua própria finalidade, ao sacrifício da aliança e ao banquete da graça, ou seja, à Eucaristia.”
  • OLM 10: Espiritualmente alimentada nestas duas mesas, a Igreja, em uma, instrui-se mais, e na outra santifica-se mais plenamente; pois na Palavra de Deus se anuncia a aliança divina, e na Eucaristia se renova esta mesma aliança nova e Assim, a celebração da missa, na qual se escuta a Palavra e se oferece e se recebe a Eucaristia, constitui um só ato de culto divino, com o qual se oferece a Deus o sacrifício de louvor e se realiza plenamente a redenção do homem.
  • A reforma litúrgica do CV II restituiu ao povo o direito de participar de liturgia ativamente e com conhecimento de
  • A primeira medida foi libertar a Palavra limitada pelo latim e abrir largamente os tesouros da Bíblia, de modo que, dentro de certo tempo, fossem lidas ao Povo de Deus as partes mais importantes da Sagrada Escritura (cf. SC 51 e 35,2).
  • Também a oração dos fiéis foi reabilitada (SC 53). E foi acentuado o nexo entre Palavra e sacramento, evidenciando que a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística estão tão estreitamente unidas que formam um só ato de culto (SC 56).
  • João Crisóstomo (407): “O ministério sacerdotal não conhece outro remédio para curar que não seja o ensino da Palavra. Se este meio não surtir efeito, tudo o mais será vão. Por isso é tão importante prestar atenção a que a Palavra de Cristo habite em nós abundantemente.”
  • Jerônimo (420): “Quanto a mim, penso que o Evangelho é o Corpo do Cristo e que a Sagrada Escritura é sua doutrina. Quando o Senhor fala em comer sua carne e beber seu sangue, é certo que fala do mistério. Entretanto, seu verdadeiro corpo e seu verdadeiro sangue são também a Palavra da Escritura e sua doutrina.”
  • Cesário de Arles (543): “Eu lhes pergunto, irmãos e irmãs, digam o que, na opinião de vocês, tem mais valor: a Palavra de Deus ou o Corpo de Cristo? Se quiserem dar uma verdadeira resposta, certamente deverão dizer que a Palavra de Deus não vale menos que o Corpo de Cristo. E por isso, todo cuidado que tomamos quando nos é dado o Corpo de Cristo, para que nenhuma parte escape de nossas mãos e caia por terra, tomemos este cuidado, para que a Palavra de Deus que nos é entregue, não caia de nossos ouvidos e não morra em nosso coração.”
  • Relatos bíblicos:
    • Neemias 8, 1-12
    • 1Ts 5, 27
    • Cl 4, 15-16
    • At 20, 7-12
  • SC 5: Sua humanidade [de Cristo], unida à pessoa do Verbo, foi o instrumento de nossa salvação. Em Cristo, realizou-se nossa perfeita reconciliação (…). Cristo Senhor, especialmente pelo Mistério Pascal de sua Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão, em que “morrendo destruiu a nossa morte e, ressuscitando, restaurou-nos a vida”, realizou a obra da redenção dos homens (…)
  • Através de quê a salvação realizada em Jesus Cristo nos é comunicada? Através da
  • SC 6: A obra da salvação continua na Igreja, pela “Como foi enviado pelo Pai (Jo 3,17), também Cristo enviou aos apóstolos no Espírito Santo, para pregar o Evangelho a toda criatura, anunciando que o Filho de Deus, por sua morte e ressurreição, nos libertou do poder da morte, fazendo-nos entrar no Reino do Pai. Ao mesmo tempo que anunciavam, realizavam a obra da salvação pelos sacramentos, através da Liturgia.
  • Quando esta salvação nos é comunicada?: O “HOJE” DA SALVAÇÃO NA LITURGIA:
  • Prefácio do Advento I A: (…) Agora e em todos os tempos, Ele vem ao nosso encontro, presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade (…)
  • Prefácio do Natal do Senhor III: (…) Por Ele, realiza-se hoje o maravilhoso encontro que nos dá vida nova em No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se Ele um de nós, nós nos tornamos eternos. (…)
  • Prefácio da Epifania do Senhor: (…) Revelastes, hoje, o mistério de vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação. Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, vós nos recriastes na luz eterna de sua (…)
  • Prefácio do Batismo do Senhor: (…) Hoje, nas águas do rio Jordão, revelais o novo Batismo, com sinais admiráveis…
  • Prefácio da Páscoa: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, mas sobretudo nesta noite em que Cristo, nossa Páscoa, foi (…)
  • Prefácio da Ascensão do Senhor I: (…) Vencendo o pecado e a morte, vosso Filho Jesus, Rei da glória, subiu hoje ante os anjos maravilhados ao mais alto dos céus. (…)
  • Prefácio de Pentecostes: (…) Para levar à plenitude os mistérios pascais, derramastes, hoje, o Espírito Santo prometido, em favor dos vossos filhos e (…)
  • Prefácio dos Domingos do Tempo Comum IX: (…) Hoje, vossa família, para escutar vossa Palavra e repartir o Pão consagrado, recorda a Ressurreição do Senhor, na esperança de ver o dia sem ocaso, quando a humanidade inteira repousará junto de vós. (…)
  • Como é comunicada? Pela linguagem simbólico-sacramental da Liturgia:
  • CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, Nº 1084: “Sentado à direita do Pai e derramando o Espírito Santo sobre o seu corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, que instituiu para comunicar a sua graça.Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade Realizam eficazmente a graça que significam, em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo.”
  • “Aquilo que era visível no Salvador passou para os seus mistérios (sacramentos)” (S. Leão Magno, Sermão 74, C)
  • Entendemos por Sacramentos aquilo que nos é acessível aos sentidos (sinais) e que nos comunica uma realidade transcendente (significado).
  • Sinais sacramentais são os elementos sensíveis que compõe cada um dos 7 sacramentos: (Batismo: Água, óleo, vela, Palavra, gestos, Eucaristia: Pão, vinho, Palavra, gestos, etc.)
  • Os sinais sacramentais gozam da força comunicacional da graça salvífica, advinda da própria constituição/essência dos Sacramentos, ou seja, sua SACRAMENTALIDADE.
  • Assim como Cristo é o Sacramento do Pai, a Igreja (todos nós) é Sacramento do
  • O elemento nuclear do Mistério Pascal de Cristo é a “passagem”, o “salto” (pessach = páscoa) da morte à Assim, nos sinais sacramentais se fazem presentes os elementos desta passagem da morte à vida, de maneira velada.
  • Cristo, pelo “Princípio da Encarnação do Verbo”, se faz presente nos sinais sacramentais através da Palavra de Deus sobre eles proclamada (bênção), os fecundando e os capacitando a comunicar a Salvação (Ex. Bênção da Água Batismal).

·  A Palavra de Deus Fecunda os Sinais Sacramentais:

Bênção da Água Batismal:

“Ó Deus, pelos sinais visíveis dos sacramentos realizais maravilhas invisíveis. Ao longo da história da salvação, vós vos servistes da água para fazer-nos conhecer a graça do batismo. Já na origem do mundo, vosso espírito pairava sobre as águas, para que elas concebessem a força de santificar. Nas próprias águas do dilúvio, prefigurastes o nascimento da nova humanidade, de modo que a mesma água sepultasse os vícios e fizesse nascer a santidade. Concedestes aos filhos de Abraão atravessar o Mar Vermelho a pé enxuto, para que, livres da escravidão, prefigurassem o povo nascido da água do batismo. Vosso Filho, ao ser batizado nas águas do Jordão, foi ungido pelo Espírito Santo. Pendente na cruz, do seu coração aberto pela lança fez correr sangue e água. Após sua ressurreição, ordenou aos apóstolos: “Ide, fazei meus discípulos todos os povos, e batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Olhai agora, ó Pai, a vossa Igreja, e fazei brotar para ela a água do batismo. Que o Espírito Santo dê, por esta água, a graça do Cristo, a fim de que o ser humano, criado à vossa imagem, seja lavado da antiga culpa pelo batismo e renasça pela água e pelo Espírito Santo para uma vida nova. Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho desça sobre toda essa água a força do Espírito Santo. E todos os que, pelo batismo, forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por Cristo, nosso Senhor.”

 

A LITURGIA DA PALAVRA

  • Animação da Vida Litúrgica no Brasil (Doc. 43)263: A experiência nos mostra que celebrar a Palavra de Deus não é fácil. Apesar de o nosso povo gostar da Bíblia, muitas vezes a Liturgia da Palavra aparece como uma sucessão enfadonha de leituras e comentários enfileirados um após outros; em consequência, cai-se facilmente no discurso catequético, moralizador, doutrinal, ideológico. A celebração litúrgica da Palavra não é uma mera reunião de estudo ou uma catequese de formação permanente em torno de um livro sagrado, mas é o acontecimento de um Deus que fala hoje ao seu povo!

 

Dinâmica da Liturgia da Palavra e a sua estrutura dialogal

PRIMEIRA LEITURA

Íntima relação com o Evangelho:

  • Tipologia: Há um contraste e uma superação no Evangelho do que é apresentado na 1ª
  • Prefiguração: Há uma antecipação, uma figura anterior de alguém ou algum evento trazido no
  • Anúncio Profético: 1ª Leitura traz a profecia (anúncio profético) e no Evangelho se dá o cumprimento.

SALMO RESPONSORIAL

  • “O Salmo é parte integrante da Liturgia da Palavra” (OLM 19);
  • “Deve ser preferencialmente cantado” (OLM20), “ao menos no que se refere ao refrão do povo”

(IGMR 61);

  • “Se não for cantado, deve ser recitado da maneira mais adequada para a meditação da Palavra

de Deus” (OLM 22);

  • Cantado ou recitado DO AMBÃO (OLM 22);
  • Cantado ou recitado DO LECIONÁRIO (IGMR 61);
  • “Em cada cultura deve-se utilizar tudo aquilo que possa facilitar o canto da Assembleia” (OLM 21);
  • O Salmo pretende fazer eco à leitura anterior, que serve de ressonância poética à sua mensagem, interiorizando-a.
  • Prolonga, em tom contemplativo, a primeira
  • É um dos elementos mais antigos da Liturgia da

SEGUNDA LEITURA

  • A Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja;
  • É sempre feita das Epístolas, dos Atos dos Apóstolos ou do Apocalipse;
  • Tem por objetivo tornar mais fácil a compreensão da mensagem apresentada na Primeira Leitura;
  • Tem um certo caráter exortativo (parenético).

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

  • OLM 23: Também o “Aleluia” ou, segundo o tempo litúrgico, a aclamação antes do Evangelho têm por si mesmos o valor de rito ou de ato, mediante o qual a assembleia dos fiéis recebe e saúda o Senhor que vai falar, e professa a sua fé

O “Aleluia” e as outras aclamações antes do Evangelho devem ser cantados, estando todos de

pé, de modo que todo o povo cante unanimemente, e não somente o cantor ou o coro.

  • IGMR 62: (…) o versículo (retirado do Lecionário), porém, é cantado pelo grupo de cantores ou
  1. O Aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na
  2. Na Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário.

OLM 17: (…) ao terminar Palavra da Salvação, é bom que se cante para que o povo, por sua vez, possa aclamar do mesmo modo o Evangelho proclamado. Dessa forma, exprime-se a importância da leitura evangélica e se promove a fé dos ouvintes.

EVANGELHO

  • OLM 13: A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da Liturgia da Palavra, para o qual a assembleia se prepara com as outras leituras, na ordem indicada, isto é, a partir do Antigo Testamento até chegar ao
  • AVLB 270: (…) A tradição romana sempre valorizou com ritos expressivos tanto o Livro dos Evangelhos quanto a sua proclamação: Procissão do livro e canto de aclamação, persignação, incensação, leitura ou canto solene, beijo do livro, aclamações antes e depois da leitura, “segundo o costume da região” (AVLB 272).

Cumprimento da Escritura se dá em Jesus:

  • “O pão de Deus é o que desce do Céu e dá a vida ao (…) Eu sou o pão da vida” (Jo 6, 33.35)
  • “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus ” (Jo 1, 17)
  • “A Lei tornou-se Encontrando Jesus , alimentamo-nos por assim dizer do próprio Deus vivo, comemos verdadeiramente o pão do céu.”
  • (Bento XVI, Jesus de Nazaré)
  • “Hoje se cumpriram as ..” (Lc 4, 16-21)
  • “EU, PORÉM, VOS ..”

HOMILIA

SC 52: A Homilia:

  • É parte integrante da Liturgia da Palavra;
  • Deve expor os mistérios da fé e as normas de vida cristã, no decorrer do ano litúrgico;
  • É feita a partir do texto sagrado;
  • Nas missas dos domingos e festas de preceito, com a presença do povo, não se deve omiti-la;
  • OLM 24: Cristo está sempre presente e operante na pregação de sua Igreja;
  • Com essa explicação viva, a Palavra de Deus que se leu e as celebrações que a Igreja realiza podem adquirir maior eficácia, com a condição de que a homilia seja realmente fruto de meditação, devidamente preparada, não muito longa nem muito curta, e que se levem em consideração todos os presentes, inclusive as crianças e o povo, de modo geral as pessoas
  • Animação da Vida Litúrgica no Brasil, 276: É função da homilia atualizar a Palavra de Deus, fazendo a ligação da Palavra escutada nas leituras com a vida e a celebração.

PROFISSÃO DE FÉ

  • AVLB 281: O Símbolo ou Profissão de Fé, na Missa, tem por objetivo levar o povo a dar o seu assentimento e resposta à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia, bem como recordar- lhe a regra da fé antes de iniciar a Liturgia Eucarística.
  • IGMR 68: O Símbolo deve ser cantado ou recitado por todos, aos domingos e nas solenidades; pode-se também dizer em celebrações especiais de caráter mais
  • “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco;”

(1 João 1, 3)

ORAÇÃO UNIVERSAL (OU DOS FIÉIS)

  • OLM 30: Na oração universal, a assembleia dos fiéis, iluminada pela Palavra de Deus, à qual de certo modo responde, pede normalmente pelas necessidades da Igreja universal e da comunidade local, pela salvação do mundo, pelos que se encontram em qualquer necessidade e por determinados grupos de
  • IGMR 69: Na oração universal ou dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de (…)
  • OLM 31: (…) as intenções são enunciadas do ambão. A assembleia participa da oração de pé, dizendo ou cantando a invocação comum depois de cada intenção, ou então orando em silêncio.
  • AVLB 285: É conveniente uma maior criatividade para as respostas, que serão, oportunamente, Ao sacerdote cabe introduzir e concluir a Oração dos fiéis.
  • OLM 30: (…) Dessa forma, recolhendo o fruto da Liturgia da Palavra, a assembleia poderá passar mais adequadamente para a Liturgia Eucarística.

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS

  • OLM 12: Não é permitido que na celebração da missa as leituras bíblicas, juntamente com os cânticos tirados da Sagrada Escritura, sejam suprimidas, nem abreviadas nem, coisa ainda mais grave, substituídas por outras leituras não-bíblicas.
  • OLM 16: Na celebração da missa com o povo, as leituras devem ser feitas sempre do ambão.
  • OLM 28: A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal maneira que favoreça a meditação;
  • Por isso, deve-se evitar a pressa, que impede o
  • O diálogo entre Deus e os homens, que se realiza com a ajuda do Espírito Santo, requer breves momentos de silêncio, para que neles a Palavra de Deus seja acolhida
  • Podem-se guardar estes momentos de silêncio, por exemplo, antes da Liturgia da Palavra, depois da primeira e da segunda leitura, e ao terminar a
  • OLM 37: Os livros das leituras que se utilizam na celebração, pela dignidade que a Palavra de Deus exige, não devem ser substituídos por outros subsídios pastorais, por exemplo, pelos folhetos que se fazem para que os fiéis preparem as leituras ou as meditem
  • OLM 14: O QUE MAIS CONTRIBUI PARA UMA ADEQUADA COMUNICAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS À ASSEMBLEIA, POR MEIO DAS LEITURAS, É A PRÓPRIA MANEIRA DE PROCLAMAR DOS LEITORES, QUE DEVEM FAZÊ-LO EM VOZ ALTA E CLARA, TENDO CONHECIMENTO DO QUE

Introdução:

DAR VIDA AO TEXTO 

  • Devemos ter consciência que não são simplesmente palavras ditas, como se fosse um livro
  • É Palavra É Palavra que transforma. É Palavra que rejuvenesce, anima, encoraja, salva. É Palavra de Deus!
  • Não basta É preciso proclamar a leitura como Palavra de salvação.
  • Como Palavra que proclama o amor e a bondade de Deus; Palavra que liberta, dá vida, ressuscita.
  • Como Palavra que nos corrige, nos “poda”, nos purifica; como Palavra que denuncia as injustiças e a maldade; que nos chama à conversão e à comunhão com Deus e com os irmãos.

OLM 14: O que mais contribui para uma adequada comunicação da Palavra de Deus à assembleia, por meio das leituras, é a própria maneira de proclamar dos leitores, que devem fazê-lo em voz alta e clara, tendo conhecimento do que leem.

Duas orações se referem ao coração e aos lábios:

  • “O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu evangelho: em nome do + Pai e do Filho e do Espírito ” (Benção ao diácono para proclamar o Evangelho)
  • “Ó Deus todo poderoso, purificai-me o coração e os lábios para que eu anuncie dignamente o vosso santo ” (Oração que o presbítero reza, inclinado diante do Altar, antes de proclamar o Evangelho)
  • Ao coração, porque é nele que acolhemos a Palavra e o Espírito do Senhor que é A proclamação deverá partir do coração.
  • Aos lábios, porque são o instrumento de comunicação. “Lábios” significa aqui todo o esforço feito para que a Palavra concebida no coração sob a ação do Espírito possa atingir o coração dos ouvintes, possa gerar neles a Palavra que quer fazer-se carne outra vez em nossa vida, em nossa
  • “Lábios” significa então: dicção, entonação de voz, ritmo, respiração, ênfase,

“Uma doença a ser curada: o formalismo” – Ione Buyst

  • Em muitas comunidades, a liturgia da Palavra ainda sofre uma doença muito séria: o formalismo, a rotina, o automatismo;
  • É urgente que nos curemos deste Devemos redescobrir a liturgia da Palavra como um diálogo vivo e atual de Deus com o seu Povo, um diálogo amoroso através do qual o Senhor vem alimentar nossa esperança, podar nossos vícios, aprofundar nossa fé, botar a comunidade com mais firmeza no cominho do Reino.

ATUALIDADE/REALIDADE X TEATRALIDADE

  • O leitor não pode fazer teatro ou dramatizar demais, porque a leitura é diferente do teatro: o leitor não assume o papel das personagens ou do autor, mas continua sendo uma terceira pessoa que, junto aos demais, ouve o que Deus tem a nos dizer;
  • Mas o leitor não pode também ficar insensível, .. Ele deve ler de tal maneira que a leitura “aconteça” em nosso hoje.

Preparação das Leituras

  • Leitura minuciosa do texto (mais de uma vez)
  • Muita atenção à acentuação e à pontuação;
  • Verificar a pronúncia das palavras; (“Sede”)
  • Há palavras difíceis no texto? Use o dicionário. Não só o de português, mas também o bíblico;
  • Grife as palavras mais importantes e a frase principal;
  • Marque as pausas e os silêncios; A pausa é essencial para uma boa proclamação, mas isso também precisa ser Ler sem pausa é algo mecânico, é simplesmente soltar as palavras sem tom nem som, é pronunciar palavras sem sentido;
  • Preste atenção ao ritmo que mais combina com cada parte do texto (depressa, mais devagar, “freando” ou “acelerando”) o regulando, sem atropelar e sem ficar monótono. O próprio texto vai indicando onde se deve mudar o As coisas tristes, normalmente, são ditas devagar. Já as descrições são feitas um pouco mais rápidas. Quando se dão ordens, um pouco mais rápido e enérgico;
  • Entusiasmo: ler com o coração. Sentir e acreditar no que está proclamando;
  • Ênfase: dar a força de expressão necessária para a palavra ou a A ênfase é chave para levar ao significado do que está escrito. Sem a ênfase, a palavra fica apagada, sem graça, morta;
  • Naturalidade: a voz deve sair livre, sem esforço;
  • Cuide da respiração, aspirando pelo nariz e sem fazer barulho;
  • Cuide da dicção, pronunciando bem cada palavra, cada sílaba;
  • Tente perceber as várias partes da leitura (introdução, o ponto alto, o final);
  • Diga o texto algumas vezes em voz

Preparação Bíblica

  • Se tivéssemos, por exemplo, de ler um texto do profeta Baruc, será que saberíamos quem é Baruc? Ou se lêssemos a Carta de São Paulo aos Efésios, será que saberíamos onde fica Éfeso, ou o que acontecia com aquela população na época do apóstolo?
  • Não se trata de fazer de cada leitor um doutor em Bíblia, mas também é claro que ele não pode se omitir em adquirir uma razoável preparação bíblica;
  • Que o leitor possa ao menos conhecer o tempo do livro, colocá-lo no contexto histórico (muitas vezes isso é determinante para conhecer o tema tratado) e ter uma ideia sobre a mensagem que o autor sagrado quer nos
  • Para entender bem o texto a ser proclamado, é preciso levar em conta o livro todo de que foi retirado, com sua história, seu autor, o tempo e as circunstâncias em que foi Algumas perguntas a se fazer para auxiliar na pesquisa:
    • Quais são as personagens que aparecem na leitura? O que fazem ou o que dizem e o por que? Como se relacionam? O que sentem?
    • Em que ambiente se passam os fatos: no deserto? Na cidade? No meio da multidão? Num barco?
    • Qual o assunto ou a mensagem? Qual a ideia principal do texto?

Prepare uma introdução ao texto

  • Situe o texto no seu contexto na Bíblia, por exemplo:
  • 1 Coríntios 11, 17-34, poderíamos dizer:
  • “Quando os cristãos da cidade de Corinto se reuniam para a celebração da Eucaristia, os ricos não repartiam com os São Paulo fica sabendo disso e escreve indignado”.

Sintonize com o texto

  • Sintonizar com o texto quer dizer: reconhecer-se dentro do texto, identificar-se com algum personagem ou com a situação narrada no Pergunte: isto já aconteceu conosco? Isto serve para nós? Isto diz respeito à nossa realidade? Qual a mensagem de Deus para nós nesta passagem?
  • Situar a leitura no contexto litúrgico da celebração. Relacioná-la às demais leituras bíblicas e aos textos eucológicos; Perguntar-se: por que foi escolhida esta leitura? Qual é o sentido da leitura em seu contexto litúrgico? De que maneira esta leitura acontece para nós na celebração?

GÊNEROS LITERÁRIOS

  • O gênero literário bíblico é a forma (estilo), oral ou escrita, pela qual o hagiógrafo (autor inspirado/sagrado) comunica ou exprime, na Bíblia, aquilo que ele quer dizer (pensa).
  • O gênero literário revela o modo humano que exprime a linguagem e a cultura dos povos e constitui o veículo que nos relaciona com o pensamento do hagiógrafo.
  • Por isso é fundamental perceber que as palavras da Bíblia não chegam diretamente a nós, mas sob a forma de uma palavra Uma vez que Deus quis utilizar homens e mulheres para transmitir sua mensagem, é imprescindível conhecer suas maneiras de pensar e de se expressar.
  • Certamente os autores bíblicos sofreram influência do meio em que viviam e, por isso, cada um deles possuía diferentes formas de expressão para transmitir a mensagem Embora todas as leituras sejam retiradas da Bíblia, não quer dizer que todas tenham o mesmo gênero literário.
  • Cada um dos livros da Bíblia tem seu estilo, sua estrutura, seus gêneros literários e, às vezes, vários gêneros no mesmo
  • A Bíblia traz vários gêneros literários: poesia, narrativa, carta, exortação, , que devem ser respeitados em seu gênero e como tal devem ser proclamados. Por exemplo, os Salmos são do gênero sapiencial e poético; portanto, se os leio como uma narração, eles perdem muito de seu teor. O respeito para com o gênero literário facilita a compreensão de quem escuta a leitura e prende sua atenção.
  • Como é possível entender o texto, e sobretudo como lê-lo (isto é, fazer que ele fale para nós) se não sabemos a que gênero pertence?
  • Poderíamos imaginar o que seria proclamar do mesmo jeito, com a mesma impostação de voz, um texto da Constituição Brasileira, um trecho de Dom Quixote, ou um dos sonetos de Vinicius de Moraes? Seria interessante?

Principais Gêneros Literários na Bíblia: POÉTICO

  • O que é próprio da poesia: tem rima, tom,
  • Na proclamação da Palavra não é necessário proclamar como se fosse uma poesia, mas é preciso dar um ritmo poético.
  • Ex.: 1 Cor, 13

NARRAÇÃO

  • O texto traz a descrição de um fato ou contém um diálogo.
  • O modo melhor de proclamar um texto desse gênero é respeitar fielmente a pontuação e balancear o tom de voz conforme a descrição do próprio
  • Ex.: Gn 1, 1-5

SAPIENCIAL

  • É o texto que mostra sabedoria divina, como: Eclesiástico, Salmos, Sabedoria, Provérbios.
  • Para proclamar um texto desse gênero é preciso usar bem o tom de voz, de modo que ajude o ouvinte a acolher sua
  • Sb 3, 1-9

PARENÉTICO/EXORTATIVO

  • Normalmente o texto exortativo vem carregado de uma moral e de uma chamada de atenção bem
  • As epístolas de Paulo são normalmente deste gênero, pois ele procurava firmar o comportamento das primeiras
  • 1Pd 2, 1-3

PROFÉTICO

  • Esse é um gênero bastante presente na Bíblia. Faz sempre uma “análise” da história ou do comportamento humano e mostra as consequências que poderão advir.
  • Proclamar uma leitura desse gênero é chamar a atenção para o Mistério de Deus na vida de seu ]
  • Ex.: Is 2, 1-5

Para cada leitura um tom diferente:

  • Modulação e entonação: é a variedade na inflexão do tom da É preciso saber entonar as frases interrogativas, imperativas, exclamativas;
  • É muito comum os leitores usarem o mesmo tom para todas as leituras: um tom bem característico; em geral, bastante impessoal;
  • No entanto, como vimos, as leituras tiradas da Bíblia pertencem a gêneros literários bem diferentes. Às vezes se trata da narração de um fato histórico, outras vezes se trata de uma poesia ou de uma exortação…
  • A cada gênero literário deve corresponder um tom diferente, uma maneira diferente de dizer a Não se lê uma poesia como se fosse uma notícia de jornal: o tom do locutor narrando o jogo de futebol é diferente do tom que o namorado usa para declarar seu amor à sua namorada. Portanto, não podemos ler a Paixão do Senhor no mesmo tom que o “Glória” dos anjos nos campos de Belém, no Natal.
  • É preciso procurar o tom de voz que combina com o gênero literário do texto, com os sentimentos expressos por

Exprimir os sentimentos do autor e dos personagens apresentados

Na primeira leitura da Missa de Pentecostes, lemos:

“A multidão estava admirada e espantada. Diziam uns aos outros: estes que estão falando não

são todos galileus? Como é que nós os entendemos em nossas próprias línguas?”

  • Ao proclamar estas frases, o leitor deverá exprimir os sentimentos daquela multidão e, portanto, dizer aquilo com certo espanto e admiração.

Preparação Espiritual:

  • Rezar o texto;
  • Qual o núcleo central da mensagem revelada?
  • Ler e rezar os outros textos (bíblicos e eucológicos) do dia;
  • Lectio Divina.

O CORPO TAMBÉM FALA

– Cuidados necessários com:

  • Imagem
  • Postura
  • Respiração
  • Tranquilidade
  • Olhar
  • Entonação
  • Acentuação
  • Cuidados com a voz
  • Pronúncia das palavras
  • Microfone (como ligar/desligar e a melhor posição)

Conclusão

  • O leitor deve conscientizar-se de que o texto que proclama não lhe Ele não é o autor bíblico. Será necessário então descobrir o que é que ele quis dizer e como quis dizê-lo.
  • A mensagem de Deus nãos está somente no seu significado, mas também na forma como ele é comunicado. Do contrário, acabaríamos por matar a multifacetada riqueza da Palavra de

Anexo: Lecionários e Cerimonial

LECIONÁRIOS

 O Lecionário contém as leituras, salmos e evangelhos para a celebração eucarística. São 3:

  1. Dominical e Festivo -> Compreende as leituras (1ª e 2ª), salmos e evangelhos dos três ciclos (A, B e C) dos domingos de todos os tempos e das solenidades de preceito ou que podem substituir os domingos, a saber:
  • Solenidades do Senhor que ocorrem no Tempo Comum (A, B e C): Santíssima Trindade (domingo após Pentecostes); Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi – quinta-feira após SS Trindade); Sagrado Coração de Jesus (2ª sexta-feira após Corpus Christi); Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Cristo Rei – último domingo do Tempo Comum).
  • Solenidades e Festas que podem ocorrer em Domingo: Imaculada Conceição (8/12); Apresentação do Senhor (2/2); Natividade de João Batista (24/6); S.Pedro e S.Paulo (29/6); Transfiguração do Senhor (6/8); Assunção de N.Senhora (15/8); Exaltação da Santa Cruz (14/9);

N.S. Aparecida (12/10); Todos os Santos (1/11); Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (2/11); Dedicação da Basílica do Latrão (9/11).

  1. Semanal/Ferial -> Compreende as leituras (1ª), salmos e evangelhos dos dias de No Tempo Comum, é divido em anos pares e ímpares (uma leitura e um salmo para o ano par e outra leitura e outro salmo para o ano ímpar). Os evangelhos não se dividem. Durante um biênio, se lê quase todo o NT e quase a metade do AT.
  2. Santoral -> Compreende as leituras (1ª), salmos e evangelhos para as missas dos Santos, dos Comuns, para diversas necessidades e Advertência: As leituras do Próprio ou do Comum dos Santos só devem ser lidas quando suas lembranças forem celebradas com grau de solenidade ou de festa. Nas memórias, ao invés, as leituras (lato sensu) são retiradas do lecionário ferial, exceto o caso de o Santoral trazer leituras rigorosamente próprias (são rigorosamente próprias as leituras em que se faz menção do nome do santo: isto ocorre evidentemente com os santos bíblicos). Ex.: Memória de Sta. Maria Madalena (22/7).

* Ordenamento de Leituras da Missa (OLM) -> Os 3 volumes possuem a mesma introdução. (TODOS DEVEM CONHECER)

Os livros das leituras que se utilizam na celebração, pela dignidade que a Palavra de Deus exige, não devem ser substituídos por outros subsídios pastorais, por exemplo, pelos folhetos que se fazem para que os fiéis preparem as leituras ou as meditem pessoalmente.” (OLM, nº 37)

EVANGELIÁRIO

O Evangeliário contém o Evangelho para as Celebrações Eucarísticas dos domingos e solenidades em seu ciclo trienal (anos A, B e C).

“Sendo sempre o anúncio evangélico o ponto alto da Liturgia da Palavra, as duas tradições litúrgicas, a ocidental e a oriental, mantiveram uma diferença entre o Evangelho e as demais leituras. Com efeito, o livro dos Evangelhos era elaborado com grande cuidado, adornado e venerado mais do que qualquer outro Lecionário.” (OLM, nº 36)

“(…) A tradição romana sempre valorizou com ritos expressivos tanto o Livro dos Evangelhos quanto a sua proclamação: Procissão do livro e canto de aclamação, persignação, incensação, leitura ou canto solene, beijo do livro, aclamações antes e depois da leitura.” (Animação da Vida Litúrgica no Brasil, CNBB. Doc. 43)

PROCISSÃO DE ENTRADA

IGMR 120: Reunido o povo, o sacerdote e os ministros, revestidos das vestes sagradas, dirigem ao altar na seguinte ordem:

  1. O turiferário com o turíbulo aceso, quando se usa incenso; (+ o naveteiro com a naveta e incenso)
  2. Os ministros que portam as velas acesas e, entre eles, o acólito ou outro ministro com a cruz;
  3. Os acólitos e os outros ministros;

d)  O leitor, que pode conduzir um pouco elevado o Evangeliário, não, porém, o lecionário;

  1. O sacerdote que vai celebrar a

IGMR 121: Enquanto se faz a procissão para o altar, canta-se o canto de entrada (cf. n. 47-48).

IGMR 122: Chegando ao altar, o sacerdote e os ministros fazem inclinação profunda.*

A cruz, ornada com a imagem do Cristo crucificado trazida eventualmente na procissão, pode ser colocada junto ao altar, de modo que se torna a cruz do altar, que deve ser uma só; caso contrário, ela será guardada em lugar adequado; os castiçais são colocados sobre o altar ou junto dele; o Evangeliário seja colocado sobre o altar.

* CERIMONIAL DOS BISPOS – CERIMONIAL DA IGREJA, Nº 70:

Não fazem genuflexão nem inclinação profunda aqueles que transportam os objetos a usar na

celebração que se vai realizar, por ex., a cruz, os castiçais, o livro dos Evangelhos.”

*Nesses casos, faz-se inclinação de cabeça, somente.

BIBLIOGRAFIA & SIGLAS 

  • INTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO (IGMR), CNBB.
  • ORDENAMENTO DE LEITURAS DA MISSA (OLM), CNBB.
  • CONSTITUIÇÃO SACROSANCTUM CONCILIUM (SC), PAULINAS.
  • CONSTITUIÇÃO DEI VERBUM (DV), PAULINAS.
  • CONSTITUIÇÃO LUMEN GENTIUM (LG), ED
  • CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (CIC), LOYOLA.
  • CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (CDC), LOYOLA.
  • DECRETO AD GENTES (AG), PAULINAS.
  • BUYST, “O MINISTÉRIO DE LEITORES E SALMISTAS”, ED. PAULINAS.

ORG.: DANIEL REIS

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