Palavra do Pe. Hideraldo: novembro 2020

2 de novembro de 2020

Querido Irmão e Querida Irmã!

Com este mês de novembro estaremos unidos celebrando: Finados, Dia Mundial dos Pobres, Festa de Cristo Rei e, no nosso amado Brasil, a Festa da Democracia, com as Eleições Municipais.

No dia 28 de novembro, estaremos encerrando o Ano Litúrgico A, no qual refletimos o conteúdo do Evangelho de Mateus. Este foi um ano diferente na Ação Litúrgica e Evangelizadora, pois com a Pandemia do Coronavírus, o chamado COVID-19, muitas das ações litúrgicas foram celebradas sem a presença do “Povo de Deus”. As Igrejas foram fechadas e canceladas todas as ações Pastorais e Reuniões presenciais. Um ano em que vivemos a Igreja Doméstica, quando ficamos em casa e, ainda hoje, muitas pessoas do grupo de risco do Coronavírus são chamadas a ficar em casa. Infelizmente já morreram mais de 154 mil pessoas, no Brasil e em Ipatinga já morreram mais de 200 pessoas, até o fechamento desta edição do nosso Jornal. Estamos vivendo um tempo de muitas incertezas e medo.

O ano litúrgico cristão passa por três ciclos, também chamados de anos A, B e C. Cada ciclo tem a sua sequência própria de leituras do Antigo e do Novo Testamento, na liturgia da Igreja, de modo que a distribuição dos textos bíblicos, ao longo de três anos, permita aos fiéis uma visão abrangente de toda a História da Salvação.

O Novo Ano Litúrgico começa no dia 29 de novembro, o ano “B”, e o Evangelho indicado para ser refletido é o de São Marcos. A Igreja celebra ao longo do ano litúrgico o mistério de Jesus Cristo: sua vida, paixão, morte e ressurreição, sua Páscoa. Enviando ao mundo seu Filho, Deus Pai eleva a história humana à plenitude. Nenhum outro fato poderá ultrapassar o significado dessa ação maravilhosa de Deus (CNBB, Sou católico: vivo a minha fé, p.54).

O Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento, quatros semanas antes do Natal, e termina com a Solenidade de Cristo Rei, no ano civil seguinte. A Festa de Cristo Rei é celebrada no último domingo do encerramento do Ano Litúrgico e nos mostra que Cristo está a serviço.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte e Presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), assim fala a respeito da Festa de Cristo Rei: A atitude do Mestre causa surpresa entre os apóstolos, pois Ele é o Filho de Deus. Vendo que seus seguidores não entendiam a sua atitude, Jesus explica: “Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Senhor e Mestre, lavei vossos pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”. Essa bonita passagem da Bíblia reúne a lição que devemos aprender na Festa de Cristo Rei: servir é dom. A vida de cada pessoa ganha mais sentido quando se descobre a beleza de ser servidor, de poder ajudar. Vive-se uma alegria diferente, genuína, pois quem se dedica ao bem se coloca em sintonia com o coração de Deus.

Por isso, celebrar Cristo Rei é buscar verdadeiramente aprender com o Mestre, que transforma o sentido de realeza: a realeza de Cristo, Filho de Deus, tem raízes no amor, que se desdobra em completa entrega à humanidade.

Finalmente, este é o mês em que celebro o meu aniversário. Deus seja louvado pelo dom da Vida. Obrigado a todas as pessoas que têm caminhado ao meu lado e têm ajudado os meus dias a serem melhores. Peço, com muita humildade, que rezem por mim, para que Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, possa ir santificando-me a cada dia e fazendo-me melhor para o serviço ao Reino.

Conto com suas orações!

Com ternura,

Padre Hideraldo Veríssimo Vieira
Pároco

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