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04/12 Para 2019, CEBs/Arquidiocese de Cuiabá priorizam formação sobre grupos bíblicos de reflexão e parceria com movimentos
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Ampliada teve músicas, partilha de experiências, trabalho em grupo e místicas espirituais.

As ações das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Cuiabá em 2019 vão priorizar a espiritualidade, a aproximação com pastorais sociais, movimentos sociais e juventude, a comunicação popular e os primeiros passos do 15º Intereclesial.  Isso foi definido na última Reunião Ampliada do ano, ocorrida no dia 1º de dezembro, na Inspetoria Nossa Senhora da Paz (das Irmãs Salesianas), em Cuiabá, capital de Mato Grosso, estado que corresponde ao Regional Oeste 2.

Na ocasião, também foi apresentada uma longa lista de atividades realizadas em 2018 e feito um  processo de avaliação. As CEBs da arquidiocese estão presentes em quatro dos oito municípios da região (Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Jangada).

Houve, ainda, uma reflexão a respeito da espiritualidade das CEBs, que deve ter Jesus Cristo como exemplo revolucionário. A dinâmica foi conduzida pelo padre e antropólogo Aloir Pacini. Ele mostrou várias dimensões de Cristo: “Deus conosco” (MT 1, 23); “O verbo” (Jo 1, 1); “a porta” (Jo 10, 9); “o bom pastor” (Jo 10,10); “a luz do mundo” (Jo 8, 12).  E ressaltou que é fundamental estar no meio do povo, na base.

“Jesus está presente quando acolhemos com solidariedade os irmãos que mais sofrem. Assim mostramos que temos coração de carne, humano, e não eletrônico, desumano”.  Palavras de Carmem Melo Castro, da Economia Solidária, referindo-se ao Cristo bom pastor.

Formação, planejamento, parcerias

Em 2019 haverá uma Reunião Ampliada por mês, para refletir sobre a caminhada e traçar planos, como ocorreu neste ano. A ideia é diversificar os locais, para garantir a presença de mais representantes e ampliar as visitações.

Também está mantida a proposta de organizar um encontro Interdiocesano anual entre as CEBs da diocese de Cáceres e as da arquidiocese de Cuiabá. O de 2018 foi em Cáceres, região do Pantanal e fronteira com a Bolívia, e o próximo será em Jangada, cuja maior parte da população vive na zona rural.

Fabrício Assis, da paróquia Divino Espírito Santo (Cuiabá), é um dos entusiastas dos grupos bíblicos de reflexão.

As parcerias com pastorais sociais e movimentos sociais serão ampliadas. Um novo contato será com aRede Um Grito Pela Vida, que atua no enfrentamento ao tráfico humano. Outra parceria prevista é com a Organização Internacional do Trabalho (Oit), que promove cursos de geração de renda no Distrito de Nossa Senhora do Chumbo, em Poconé, onde há casos de trabalho escravo.

Com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a ideia é buscar uma reaproximação. E com a Pastoral da Juventude, garantir um diálogo efetivo. Entre as parceiras que estão dando certo, destaque para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Economia Solidária, o Centro Burnier Fé e Justiça e o Centro de Estudos Bíblicos (Cebi).

 

Em 2019 deve haver formação sobre como criar e liderar grupos bíblicos de reflexão e foco em políticas públicas (tema da Campanha da Fraternidade)

 

“Temos o desafio de fazer esta aproximação junto aos movimentos e pastorais sociais para garantir diálogo e participação dentro da igreja e na sociedade como um todo. Outra ação importante é alcançar nossa juventude, com formação, conversa, para que esteja no cotidiano conosco”. É o que comentou o coordenador das CEBs da arquidiocese, Dejacir Costa Almeida.

Outro ponto importante para contemplar as prioridades definidas na Ampliada é a formação continuada. Entre os assuntos estão a comunicação popular, políticas públicas (tema da Campanha da Fraternidade-2019) e como criar e liderar grupos de reflexão bíblica. Porque é preciso exercitar a espiritualidade de CEBs nas comunidades o ano todo e não apenas nas novenas de natal, como tem se observado.

Ficou decidido que a coordenação de CEBs da arquidiocese vai visitar com regularidade as paróquias, para dialogar com os párocos e as comunidades e ampliar sua visibidade.

 

“Foi um ano gratificante. Tivemos várias formações,  reorganização da coordenação arquidiocesana, e temos agora uma articuladora da Juventude dentro das CEBs”, mencionou Rosenil

 

No caso da comunicação popular, o próximo passo é aperfeiçoar o funcionamento da equipe criada neste ano ao final de uma formação realizada em Cuiabá.

Em relação ao 15º Intereclesial, agendado para 2022 em Rondonópolis, as primeiras definições começam na Ampliada Nacional das CEBs. Essa reunião está marcada para janeiro de 2019 em Cuiabá e as Comunidades Eclesiais de Base da arquidiocese desejam contribuir com este rico processo de debate e reflexão.

2018

A quantia de atividades desenvovidas neste ano pelas CEBs da arquidiocese foi surpreendente. As ações tiveram caráter de organização, formação, celebração, reivindicação social e reflexão espiritual. Entre elas: a participação com 40 delegados e delegadas do 14º Intereclesial, em Londrina (PR); assembleias e reuniões ampliadas arquidiocesanas e regionais; Encontro Interdiocesano; e celebração ecumênica em homenagem aos 90 anos de dom Pedro Casaldáliga.

Padre Aloir ao fundo, conduzindo reflexão sobre a espiritualidade das CEBs.

Também houve Caminhada pela Paz, debate sobre cristãs e cristãos na política, organização da Romaria das Trabalhadoras e Trabalhadores, da Terra e das Águas, participação de escola de formação do laicato e de encontro nacional de comunicação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).  E ainda: reuniões de diálogo macroecumênico; e promoção de rodas de conversa a respeito de democracia, direitos sociais, dívida pública, combate à violência e leitura crítica da mídia durante setembro, no mês do Grito d@sExcluíd@s.

“Foi um ano gratificante. Tivemos várias formações, composição e reorganização da nossa equipe de coordenação arquidiocesana, e temos agora uma articuladora da Juventude dentro das CEBs.  O diálogo com movimentos e sindicatos nos permitiu promover a Romaria em maio, com uma boa adesão do interior, para dialogar sobre as demandas do povo de Deus e lidar com a conjuntura em que vivemos”. Essas foram as palavras de Rosenil Conceição, que integra a equipe de Comunicação.

Centro da roda ficou recheado com o colorido e a diversidade dos elementos culturais das CEBs.

 

Fotos de Marcella Eduarda Marcel, da equipe de Comunicação das CEBs/arquidiocese de Cuiabá, e texto de Gibran Lachowski, da assessoria de comunicação das CEBs/Regional Oeste 2